quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Up - Altas Aventuras

Por: Amanda Lourenço

Cara, que puta filme! Puta filme mesmo, daqueles do tipo: “Onde você estava a minha vida toda?” Sabe, poucos filmes criam esse sentimento em mim, a vontade de ver de novo e de novo, uma espécie de imã mesmo! E acredite, Up é assim!

Essa animação, como a maioria dos filmes da Pixar, aposta no diferente, nada do tipo: “Oi, sou uma criança retardada e mongol!”, mas sim algo que atrai tanto às crianças quantos aos adultos.

O filme conta história de Carl Fredricksen, 78 anos, viúvo, que após um incidente ocorrido, é obrigado pelo governo a ir morar em um abrigo e deixar seu lar aonde viveu os melhores dias de sua vida ao lado da esposa, Ellie.

Esse apego às lembranças o faz tomar uma decisão: pendurar balões em sua casa para ir em direção ao paraíso da América do Sul. O que ele não contava era que um visitante inesperado o acompanhasse em sua jornada, o pequeno escudeiro Russel.

O filme, então, segue retratando essa viagem e todas as aventuras que os dois passam.

O mais interessante a se perceber em Up, além das ótimas piadas e a qualidade da animação, são as mensagens por trás de cada momento. E sim, são várias! Tanto que eu chorei em praticamente todo o filme! Chorei de soluçar! (sem sentimentalismos, mas dava pra se emocionar sim!)

Amei as dublagens! (tio Chico arrasa!) E claro, o 3D dá um charme todo especial!

Ótimo programa! Recomendo! (cara, não dá para definir esse filme, só vendo para saber!)

Frase destaque:
“-Esquilo!”


Beijocas! Até a próxima!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Morre Patrick Swayze aos 57 anos

Por: Amanda Lourenço

O ator Patrick Swayze morreu nesta segunda-feira (14), aos 57 anos (novinho, né?), após uma luta contra um câncer de pâncreas.

Conhecido por papéis em filmes como Dirty Dancing — Ritmo Quente e Crepúsculo de Aço, o também dançarino (aliás, ótimo dançarino) se consagrou em Ghost – Do outro Lado da Vida, onde dava vida ao personagem Sam, um jovem executivo, assassinado, que com sua missão incompleta, decide procurar uma paranormal (Whoppi Goldberg) para chegar à sua amada Moly (Demi Moore).

"Patrick Swayze descansou em paz hoje [segunda, 14], com sua família a seu lado, após encarar os desafios da doença durante os últimos 20 meses", disse sua assessora de imprensa Annet Wolf, em comunicado. Ele não deixa filhos. Seu último trabalho foi a série The Beast que será lançado em breve no Brasil.
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Cara, realmente uma grande perda! Eu amo Ghost , mesmo com as repetições na Globo. Tanto que até comprei o DVD e, sempre que posso, eu o assisto e nunca canso de elogiar e admirar o talento de Swayze.


[LUTO]

Rest in Peace Patrick!

P.S.: Sei que prometi a resenha de Up para hoje, e ela já está pronta, mas como este blog é atualizado, não poderia deixar dar essa notícia tão importante.
Amanhã sem falta publicarei a resenha!
Beijocas!

domingo, 13 de setembro de 2009

"Piratas do Caribe 4" está confirmado!

Por: Amanda Lourenço

Fãs da série Piratas do Caribe, uma novidade para vocês: Terá sim um Piratas do Caribe 4!!! *-*
O anúcio foi feito pelo intérprete do Capitão Jack Sparrow, o espetacular, lindo, maravilhoso e charmoso Johnny Depp, na D23. O filme já tem título definido (Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides), e data de lançamento previsto para 2011.

Tudo indica que Keira Knightley estará fora do 4° filme da série de sucesso. “Foi uma experiência fantástica, tomou conta de uma boa porção da minha vida, mas não acredito que deva voltar novamente. Para mim, está acabado”, disse. (em minha opinião não foi digno o que ela fez, pois deveria ao menos ter certa gratidão à série, que alavancou a carreira da jovem atriz)
Enfim, com o sem Keira Knightley, o fato é que estou ansiosa para ver esse filme . 2011? Tô lá no cinema!

Beijoos!

P.S.: Sei que tenho estado em falta com o blog, mas tentarei administrar melhor meu horário para mantê-lo sempre atualizado.
P.S.2: Amanhã não perca a resenha de UP – Altas Aventuras

sábado, 12 de setembro de 2009

Manacá

por Ana Carolina Maia
Algum tempo atrás estreiou na Globo uma minisérie muito simpática que levou três fenômenos cult para as casas dos brasileiros que se interessaram: o primeiro, sem precedentes, é a banda Beirut; o segundo é um foco a mais para a obra Dom Casmurro e adjacências, de Machado de Assis; e o terceiro é a banda Manacá, cuja vocalista é Leticia Persiles, a Capitu jovem da minisérie homônima.

Pois então. Manacá já recebeu bastante críticas negativas que eu não posso ignorar, e confesso que demorei pra acostumar os ouvidos: o som deles parece muito com alguma banda amadora e sem muita noção. Mas invés de contar somente com o básico bateria-guitarra-baixo, ainda se acrescenta percussão. As letras são muito agradáveis, sem cair na mesma coisa o tempo todo ou a mesma coisa de toda banda amadora, e tudo remete à cultura brasileira: o próprio nome da banda foi extraído de Romance da Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, e as letras tem lá sua semelhança com a literatura daqui. É tudo tão simples que pode achar defeitos demais, portanto carece de atenção e paciência. Vale pra quem gosta de Cordel do Fogo Encantado, Mombojó e Móveis Coloniais de Acaju.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Vida Como Ela É (Nelson Rodrigues)

Por: Amanda Lourenço

Episódio: Mártir em casa e na rua.

(muito, muito, MUITO bom!)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

(por Ana Carolina Maia)
contém spoiler

É, estamos atrasadas sim, porque faz mais de dois meses que o filme estreiou aqui, no Brasil. Mas Amanda pediu pra fazer a resenha e eu como boa fã não pude fazer por menos.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe é o sexto da saga literária homônima que conquistou milhões de fãs bem antes de virar filme. O sexto livro da saga é quase tão importante quanto o último, porque carrega informações necessárias para o entendimento do Relíquias da Morte (pra mim, o sétimo foi mais um tapa-buraco mesmo). Foi uma espera bem maior que o normal, porque adiaram a estreia em seis meses (desencadeando num descontentamento brutal entre os fãs) e muita gente que esperou tanto ficou desapontada porque o filme não foi tão fiel ao livro e pior - alterou cenas. De certo modo não se pode discordar, mas convenhamos que um livro de quinhentas e poucas páginas não pode se resumir corretamente nem em duas horas e meia. E por outro lado, teve uma cena que eu preciso comentar:

Quando Dumbledore, Harry e Snape se encontram na torre de Astronomia, no final do filme, Harry se esconde debaixo do assoalho e observa Dumbledore ser assassinado por Snape sem ao menos tentar protegê-lo. Todos conhecemos a personalidade estupidamente corajosa de Harry e se ele pudesse teria tentado alguma coisa. No livro, Harry está sobre o efeito de um Petrificus totalus (deixa a pessoa imóvel), debaixo da capa de invisibilidade, observando a cena. Fica claro que ele realmente não pôde fazer nada, do contrário mostrado no filme, mostrando uma personalidade covarde que não faz o menor sentido.

Fora essa e algumas outras falhas que, para um filme baseado num livro devem ser aceitas, o filme carrega efeitos excelentes e se vê como o elenco principal (Daniel, Rupert e Emma) evoluíram e mudaram - positivamente - como Harry, Rony e Hermione. Vale também destacar as atuações de Alan Rickman (Snape) e Jim Broadbent (Slughorn), coadjuvantes.

Em suma, quem viu e acompanhou Harry até agora tem muito o que dizer e discutir do sexto capítulo da saga, e quem não viu ainda jamais deveria ter lido o texto até aqui.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cena do Tango (Vem Dançar)

Por: Amanda Lourenço

Estava dando uma olhada no Você Tubi, e achei esta cena de Tango do filme “Vem Dançar” com Antônio Banderas (maravilhoso, lindo, charmoso!!!)

Amei!!! Espero que gostem! ;)

Beijooos!

P.S.: Antônio, dança comigo? Rs


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Post inútil sobre Cinema (mas que vale a pena)

Por: Amanda Lourenço

Bem, eu enganei vocês! Este post não é de cinema, botei esse título só para atrair a atenção de quem passou por aqui para comentar... =D

Mas agora que já começou a ler, termine né?! rs

Ontem à noite, enquanto assistia a “Ugly Betty”, tive a idéia de escrever aqui no blog, a cada semana, um post inútil sobre alguma curiosidade que presenciei, ou alguma coisa que tenha acontecido de mais inútil, porém que é legal contar. Claro que não sei se conseguirei presenciar fatos inusitados toda a semana, mas me conhecendo bem, acho que consigo.

Esta semana desmentirei um famoso ditado, que é repetido freqüentemente em vários lugares: “É como andar de bicicleta: ninguém esquece”

Bem, sabe por que é mentira? Porque eu ESQUECI! Sim, eu esqueci depois de 7 anos sem andar e tive uma aula no domingo para reaprender, cuja professora foi minha prima de 11 anos.

Fomos para o meio da rua do condomínio, no finalzinho da tarde, em que não estavam passando muitos carros. Ela começou me ensinando que eu deveria dar um impulso com o pé direito e depois posicionaria o pé esquerdo para começar a pedalar, mantendo sempre a bicicleta reta!

E vocês acham que foi isso que fiz? Não! Primeiro: eu não conseguia dar a merda do impulso e colocar meu pé, porque depois que a gente cresce fica com medo de cair e porque a bicicleta não era a grande, adequada ao meu tamanho, mas dava para andar. Segundo: A cada tentativa seguida por uma pseudoqueda, eu dava um grito (e olha que foram vários). Terceiro: Todo mundo que passava na rua começava a rir.

Lembro claramente de um casal, que estava passando para pegar o carro e que começou a gargalhar com a situação: eu gritando que nem louca, tentando andar de bicicleta, com uma professora mirim me ensinando.
- Calma, moça! É que eu não tive infância! – (mas eu tive infância!!! Porém, foi o que eu disse para explicar toda essa situação inusitada.)

Pois é, até as professoras ficam estressadas com seus alunos, e a minha prima já estava começando a se irritar com o meu analfabetismo bicicletal! Então, decidi ser forte, e tentei aplicar todos os conhecimentos passados: Peguei a bicicleta e comecei a pedalar!

Foi mágico! 5 segundos de magia! Peraí, como freia isso? COMO FREIA? CADÊ O FREIOOOOOOOO?????? AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Conseqüência: esqueci aonde era o freio (idiotice, né?!), acabei parando a bicicleta com o calcanhar e o machuquei a ponto de ficar sangrando e ter arrancado um pouco de pele.

Devido ao acontecimento, eu parei a aula, fui lavar o machucado e guardamos a bicicleta, pois já havia anoitecido.

Mas vocês acham que eu parei por aí? Não!

Fui aprender outra coisa que nunca conseguia por ser grande(1.70, mas nem é tão alto...) e desajeitada: Pular corda!
Mas nesse eu fui melhor, pulei até 80 no recorde, minha prima pulou até 280 e o amiguinho dela, que devia ter um metro de altura pulou até 302! (o moleque era incrível!)

Depois disso, me sentindo suficientemente humilhada, propus:
- Que tal um jogo da velha?
E foi só o que restou depois de tanto cansaço, e nesse, eu fui campeã!!! rs

Até a próxima!

Beijoooos!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Marley & Eu


Por: Amanda Lourenço

Foi na semana de carnaval, em meio a tantas comemorações, que fui assistir a esse filme. Aliás, essa semana foi a mais enriquecida, cinematograficamente falando, pois assisti a 5 obras! (não que isso prenda o interesse de quem está lendo essa resenha agora, mas acho legal falar qual foi o contexto... =D )

E por falar em contexto... Assisti a esse filme dublado.

(1 minuto de silêncio)

Deus sabe quão difícil foi ver a versão dublada, mas como não tive escolha, restou apenas curtir o programa. (só para explicar: não tenho nenhum preconceito, mas eu sinceramente não gostei da dublagem desse, principalmente nas vozes das crianças que me soaram muito falsas.)

O filme, baseado em fatos reais, foi inspirado no Best Seller de John Grogan que eu já tinha lido antes e, conseqüentemente, já sabia o final. Por isso pensei que não iria me emocionar, mas me enganei.

A obra conta a história de John (Owen Wilson) e Jenny (Jennifer Aniston), recém casados e que tem a idéia de comprar um cachorro, após serem aconselhados por um amigo, para treinarem como seria se tivessem um filho, e acabam comprando um “cachorro em liquidação” que recebe o nome de Marley (sim, foi em homenagem a Bob Marley!).

Porém, o que eles não esperavam, era que o fofo filhotinho de Labrador, fosse se tornar um demôninho de 4 patas, destruindo, quebrando, trazendo muitos momentos constrangedores aos donos e muitas risadas a quem está assistindo!

Mas nem tudo é só brincadeira na vida de Marley. Ele se mostra um cachorro muito amoroso em momentos difíceis do jovem casal, mostrando que os “bichos irracionais” têm sentimentos sim!

Chorei muito, muito, muito com o final!!! (ok, posso até estar entregando um pouco do filme, mas cá entre nós, dá para deduzir o que acontece, principalmente levando em consideração que todo mundo fala que o final é triste!)

Os atores tiveram uma atuação boa, mas o meu destaque vai para o atores de 4 patas que fizeram o filme, fofos demais!!! (li que foram 22 cachorros que fizeram o papel de Marley, sendo 11 deles filhotes!)

Com certeza um bom programa!

Recomendo!

P.S.: Enquanto estava vendo o filme, não pude deixar de lembrar da minha companheira e tão bagunceira quanto o cachorro do filme, que já aprontou muitas (qualquer dia eu conto algumas das artes dela), a minha Pastor Alemão de 5 anos, Layka. Olha ela aqui: (não é linda?)


Beijoooos! Até a próxima!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Blá, blá, blá...

Por: Amanda Lourenço

Cara, era tão bom ser criança... A gente simplesmente ignorava os problemas...
Deixo aqui um vídeo vi no Você Tube do filme O Rei Leão (eu amo esse filme!!!), que é uma lição de vida!

Assistam e comentem, ta? Isso é uma ordem! rs

Beijoooos e queijos!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Guitar Games - Seja um rock star sem sair de casa


Por: Amanda Lourenço

Ninguém pode negar que uns dos produtos que mais crescem e que geram lucro são os videogames. Esse meio de entretenimento que atrai pessoas de todas as idades tem ganhado novos modelos mais modernos e com jogos cada vez mais atrativos. Um desses exemplos é o game Guitar Hero.

O jogo é o seguinte: Você é um guitarrista que faz parte de uma banda em ascensão, e essa, passa a crescer depois que você entra. Em cada parte do jogo, o set list vai mudando de acordo com a fama de seu grupo: quanto mais famoso, mais difíceis são as músicas.

À medida que você vai tocando, você ganha dinheiro e pode com ele trocar a sua guitarra (no game) e o personagem (esqueci de falar, quando começa você é um personagem furreca e que não existe, depois de ganhar dinheiro pode trocá-lo por alguém famoso).

Para tocar, você pode usar um controle ou a guitarra. A guitarra tem 5 botões: um verde, um vermelho, um amarelo, um azul e um laranja. Você deve apertá-los de acordo com o que aparece na tela. Além disso, possui dois botões o “select” e o “start”, um joystick e uma alavanca.

O repertório vai de rock clássico até Heavy Metal, o que dá aos jovens a oportunidade de conhecer as bandas antigas que não são divulgadas nas rádios atuais, além de ajudar a própria banda a ter um maior reconhecimento.

O problema que é grande parte dos jovens que jogam se limitam aos sets do Guitar Hero, não pesquisando mais a respeito, o que faz com que muitas músicas virem “modinhas”, ficando repetitivas demais.

Há pouco tempo o game ganhou um novo formato, o “Rock Band” que possui duas guitarras (uma para o guitarrista e outra para o baixista), bateria e um microfone, dando a impressão de estar realmente em uma banda como, por exemplo, The Beatles (“The Beatles Rock Band” que será lançado no dia 09/09/09).

Apesar de não deixar o jogador apto para tocar algum instrumento, o jogo dá uma noção de tempo, coordenação, além de fazer surgir uma vontade em aprender de verdade, para quem sabe um dia se tornar um verdadeiro herói da guitarra.

Quem sabe, né?!

Beijão! Até a próxima!

domingo, 2 de agosto de 2009

Monty Python - Em Busca do Cálice Sagrado

Por: Amanda Lourenço

Trata-se de uma representação de uma forma engraçada e irônica de com foi a busca do Rei Arthur pelo Cálice Sagrado.

Produzido pelo grupo de comédia britânico Monty Python, o filme começa com o Rei Arthur dos Bretões (Grahan Chapman), junto com seu companheiro Patsy (Terry Gilliam), buscando cavaleiros para sua corte em Camelot e acaba achando os seguintes “candidatos”: Sr. Lancelot , o bravo ( John Cleese), Sr. Robin, não tão bravo quanto Sr. Lancelot (Eric Idle), Sr. Bedevere (Terry Jones) e Sr. Galahad, o Puro (Michael Palim).

Após essa convocação, o rei recebe de Deus uma missão: achar o Cálice Sagrado. E o filme segue mostrando essa busca...

Nunca havia assistido a qualquer filme do Monty Python e em dois dias assisti aos três. A obra é uma comédia bem surreal, trash, mas com um humor inteligentíssimo, inclusive com muitas críticas sociais.

Não é daquele estilo de humor que faz rir até não agüentar mais, apesar de soltar várias risadas, é mais do tipo que te faz refletir sobre algumas coisas. (bem, foi o meu caso em “Monty Python - O Sentido da Vida” que em breve estarei comentando aqui)
Os atores são ótimos! Não são daqueles que fazem apenas um personagem, mas sim os que conseguem fazer vários e todos muito bem feitos. Para ter uma noção, cada ator faz no filme, em média, três personagens.

Além de tudo, eles não tinham muitos recursos financeiros. Diria que o filme deve ter sido bem barato, o que prova que para fazer humor com qualidade, não são necessários muitos recursos tecnológicos ou muito dinheiro, mas sim uma boa história e piadas que vão além de besteiróis cotidianos.

Recomendo com certeza!

Trecho destaque: “Qual é a capital da Assíria?”

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Site anuncia shows de Paul McCartney no Brasil


Por: Amanda Lourenço

Estava dando uma olhada em uns sites na net, quando vi (e com ótima surpresa, afinal sou beatlemaníaca) a notícia abaixo... Quis deixá-la na integra para que nenhuma informação deixe de ser passada...

Beijos! Aproveitem!

P.S.: Desculpem a demora ao postar! Prometo não demorar tanto! =D

Site anuncia shows de Paul McCartney no Brasil

O site inglês Songkick divulgou na tarde desta terça-feira a venda de ingressos para uma turnê de três shows do ex-Beatle Paul McCartney no Brasil em 2010. Seria um no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, no dia 16 de abril, outro em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, para o dia 18 de abril, e por fim um no Estádio do Morumbi, em São Paulo, no dia 21.
Nem a produtora brasileira nem o site oficial do cantor confirmaram sua vinda.
Esta seria a terceira vez que McCartney visitaria o País. Em 1990, ele se apresentou no Rio de Janeiro e, em 1993, fez shows em São Paulo e Curitiba.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cyrano de Bergerac


Por: Amanda Lourenço

Ok, sempre que posto algo sobre literatura ou música ninguém comenta... Mas como eu sou brasileira e não desisto nunca, vou falar um pouco sobre um dos meus livros prediletos, ignorando o fato de ninguém se interessar por isso... =D

Vamos lá...

Cyrano de Bergerac na verdade é uma peça teatral que foi adaptada para livro. Escrita pelo dramaturgo e poeta francês Edmond Rostand (1868 – 1918), o livro conta a história de Cyrano, um espadachim inteligente, romântico, heróico e com nobres sentimentos. Essas características atrairiam qualquer mulher, exceto por um problema: possuía um nariz, digamos, avantajado e que lhe causava muitos complexos.

Por conta desse problema, não conseguia declarar-se a sua bela prima, Roxane, a quem ele amava muito, mas que era apaixonada pelo amigo do espadachim, Christian.
Vendo que o amigo também correspondia ao amor da jovem, Cyrano decide ajudá-lo na conquista: passa a escrever cartas e versos de amor para a prima, para que Christian falasse como se fossem seus. E a história segue.

Sobre o autor do livro:
Edmond Rostand é francês, nascido em Marselha, e filho de poeta. Formou-se em Direito, mas desde cedo dedicou-se ao teatro, escrevendo suas peças de sucesso, que seguiam os temas do figurino do Romantismo.

O Cyrano do título realmente existiu. Foi inspirado em um escritor, pensador e soldado chamado Hercule Savinien de Cyrano de Bergerac, viveu entre 1619 e 1655, que satirizava os intelectuais de seu tempo e que era conhecido, também, pelo tamanho do nariz.

Seria um personagem totalmente esquecido se não fosse a linda e inspirada peça de Rostand.

Curiosidade:
Durante muitos anos Rostand quis escrever sobre Cyrano, mas não tinha idéias para isso. Porém em um dia durante suas férias de verão, ele ajudou a um jovem rapaz que não sabia como conquistar a amada por palavras. O autor então ensinou - o como, através de poemas e falas, e o jovem bem sucedido, acabou ganhando o coração da amada.

Recomendo!

Trecho destaque:
- Diga-me Roxane, ele sabe falar de amor? - perguntou Cyrano, prendendo o riso.
- Ele não fala, Cyrano. Ele despeja uma cachoeira de flores.
- E também escreve?
- Divinamente. Escute só o que me escreveu: "Quanto mais você me tira do coração, mais a tenho no coração." Não é lindo? E ouça isto: "Para sofrer, preciso de outro coração. Envie-me o seu!". O que acha?
- Às vezes ele tem coração demais, às vezes tem de menos... Afinal, ele quer ou não um coração?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Anjos e Demônios


Por: Amanda Lourenço

Sim, eu gostei de Anjos e Demônios! Acho legal começar essa resenha assim, porque a grande maioria das pessoas, tanto em sites quanto as que assistiram comigo, não gostaram.
Não é um filme que eu vá comprar o DVD e assistir de vez em quando lá em casa, mas diria que não foi totalmente decepcionante.

O filme é uma espécie de continuação de Código Da Vinci, ambos adaptados de livros, cuja autoria é de Dan Brown.
Ok, não assisti nem li a Código Da Vinci, então não sei como é... Por isso, vou evitar comparações.

Vamos à história do filme...

Robert Langdon (Tom Hanks) é um professor chamado para uma investigação, após um cruel assassinato, em que uma substância chamada antimatéria é roubada. No corpo da vítima, é encontrado um símbolo da antiga ordem dos Illuminati, o que levanta suspeitas da ainda existência de membros da famosa sociedade secreta.
Então, algumas coisas acontecem e Langdon fica responsável por descobrir e desvendar todos os mistérios com a ajuda da física italiana Vittoria Vetra (Ayelet Zurer) e do carmelengo do papa, Patrick McKenna (Ewan McGregor).

Em outro plano da história, Roma está mobilizada durante o Conclave, quando os cardeais ficam incomunicáveis até a escolha de um novo papa, e a história se desenrola...

Bem, como disse no começo, minha opinião sobre o filme foi relativamente positiva. Achei as imagens bonitas, a história te prende e surpreende e o final até tem uma mensagem positiva.
Claro, não é perfeito: não gostei da forma como o professor solucionava as pistas de uma forma tão rápida, que o próprio Flash iria ficar assustado (ops! Entreguei um pouco do filme, mas acho que não irá influenciar muito...).

Fora isso, é um bom programa.

sábado, 18 de julho de 2009

Carmina Burana - Canções Profanas de Carl Orff

Por: Amanda LourençoCarmina Burana

Bem, estava aqui em casa dando uma olhada no Pipoca com Miojo como sempre costumo fazer, e reparei que falamos muito de cinema, médio de música e absolutamente nada de literatura. Então, corri para pesquisar a respeito de um tema que gosto muito.

Ok, vou “começar do começo”, assim fica mais fácil entender o que são as Carmina Burana e todos os seus significados na música e na literatura.

Vamos lá...

Johann Andreas SchmellerEm 1847, Johann Andreas Schmeller (foto), bibliotecário da Biblioteca de Munique e estudioso dos dialetos medievais, publicou uma edição completa dos poemas contidos num manuscrito alemão do século XIII. A esse conjunto de poemas, deu o nome de Carmina Burana.
A palavra “carmina” é plural de “carmem”, do latim “canto, cantiga, canção”. Assim, o título da obra significa literalmente Canções de Benediktbeuern ou Canções de Beuron.

O manuscrito fora descoberto em 1803, em uma antiga abadia beneditina da Bavária, Alemanha, a abadia de S. Bento de Beuron. Por comparação com outras fontes literárias relativas àquela época, foi possível determinar a proveniência de muitos dos poemas e que são originários de regiões tão diversas como a Alemanha, a França, a Inglaterra, a Escócia, a Catalunha, etc.

O córdex com centenas de poemas e canções medievais eram atribuídos aos goliardos, monges errantes e pobres, que perambulando de cidade em cidade declamavam e cantavam obras satíricas e sensuais em tavernas e em praças públicas.

A maior parte das canções que constitui as Carmina Burana tem um caráter profano, embora se encontrem algumas canções religiosas: representações de Natal e de Páscoa, hinos, etc. Quase todos os textos são escritos em latim medieval, alguns em baixo alemão e outros em duas línguas, o francês e o latim.

Carl OrffO compositor alemão Carl Orff (1895 – 1982, foto) descobriu por acaso a existência da edição dos Carmina Burana de J.ª Schmeller em 1934. Da coletânea publicada, ele selecionou 24 poemas para compor sua cantata, sem atribuir a peça uma narrativa tradicional com começo, meio e fim.

Para organizá-las, agrupou-as em três grandes grupos: o primeiro, dedicado à Primavera e dividido em duas partes (Primavera e No Prado), inclui canções de caráter lírico que cantam a renovação e a alegria da nova estação e que falam de amores jovens e inocentes. O segundo grupo, Na Taberna, reúne canções cujo tema é o vinho e a comida e onde os outros vícios são também apontados; a situação de marginalidade de quem canta é perceptível nos textos, bem como a opção por uma vida de prazer, mesmo que isso signifique a perda da salvação eterna. O terceiro grupo, A Corte do Amor, aborda novamente o tema do amor, mas agora num ambiente apaixonado e mais físico. O tema Fortuna, Soberana do mundo, abre e encerra a obra.

Fortuna Soberana do Mundo


1 - O Fortuna
2. Choro as feridas causadas pela fortuna

I - Na Primavera

3 - O alegre rosto da Primavera
4 - O sol suaviza tudo
5 - Vê! A bela e desejada Primavera

No Prado


6 - Dança
7 - A nobre floresta
8 - Mercador dá-me a cor
9 - Dança de roda
10 - Se o mundo inteiro me pertencesse

II - Na Taberna

11 - Inflamado
12 - Dantes nadava nos lagos
13 - Sou o abade de Cucunaia
14 - Quando estamos na taberna

III - A Corte do Amor


15 - O amor voa por toda a parte
16 - O dia, noite e tudo
17 - Ali estava uma rapariga
18 - No meu coração
19 - Quando um rapaz e uma rapariga
20 - Vem,vem,vem
21 - Na balança indecisa do meu coração
22 - O tempo está agradável
23 - A ti, o mais doce
24 - Salve, formosíssima

Em uma citação que eu li, e achei interessantíssima, falava da obsessão de Orff pelo número 3: Carmina Burana é parte de uma trilogia, está organizada em 3 grandes seções, as palavras Carmina Burana possuem 3 sílabas cada uma e o são 24 canções que compõem a cantata, um múltiplo de 3.
Além de tudo, necessita de 3 solistas e muitos poemas que a compõem são, por seu turno, divididos em 3 estrofes.

Agora, para matar a curiosidade, selecionei uma canção, a mais conhecida pelo grande público. Espero que gostem:

Fortuna, Soberana do mundo

1. Ó Fortuna

Ó Fortuna
Variável
Como a lua
Cresces sempre
Ou diminuis,
Detestável vida!
Hoje maltratas
Amanhã lisonjeias
Brincas com os nossos sentidos
A miséria
O poder
Fundem como gelo em ti.

Destino cruel
E vão
Roda que giras
A tua natureza é perversa
A tua felicidade vã
Sempre a dissipar-se
Pela sombra
E em segredo
Aproximas-te de mim
Apresento o meu dorso nu
Ao jogo da tua
Perversidade.

Felicidade
E virtude
São-me agora contrárias;
Afecções
E derrotas
Estão sempre presentes.
Nesta hora
Sem demora
Pulsai as cordas
Pois que o bravo, derrubado
Pelo destino
Chorai todos comigo.


1.O Fortuna

O fortuna
velut luna
statu variabilis.
semper crescis
aut decrescis
vita detestabilis
nunc obdurat
et tunc curat
ludo mentis aciem:
egestatem
potestatem
dissolvit ut glaciem.

Sors immanis
et inanis
rota tu volubilis,
status malus,
vana salus,
semper dissolubilis;
obumbrata
et velata
michi quoque niteris;
nunc per ludum
dorsum nudum
feto tui sceleris.

Sors salutis
et virtutis
nichi nunc contraria
est affectus
et defectus
semper in angaria
hac in hora
sine mora corde pulsun tangite,
quod per sortem
sternit fortem
omnes mecum plangite.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Blogs De Ouro


Foi um choque pra gente receber esse selo com tão pouco tempo no ar. Mais importante é ganhar esse reconhecimento e essa notoriedade, e a gente é muito grata mesmo por isso, sem precisar mencionar que somos muito sortudas também. Ganhamos esse selo do Cara da Locadora e temos o orgulho e a honra de repassar para:

- Holy Junk
-
Sétima Arte
-
Tudo [é] Crítica
-
Música de Cinema

E como nada vem de graça, eis as regras:

1. Exibir a imagem do selo;
2. Postar o link do blog que te indicou;
3. Indicar 4 blogs de sua preferência;
4. Avisar os seus indicados;
5. Publicar as regras;
6. Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.



Aproveitando pra agradecer novamente, muito obrigada e meus parabéns aos blogs que mereceram o selo.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A Era do Gelo 3

Por: Amanda Lourenço

Ok, ok sou meio suspeita para falar desse filme, afinal AMO a trilogia! Acho que a minha resenha dele será meio injusta, mas, como aqui é um espaço que tenho para falar de filmes, terei que expressar minha opinião a respeito!

Então, vamos lá...

Antes de começar mesmo a resenha, tenho que dizer que assisti a A Era do Gelo 3 duas vezes em menos de duas semanas no cinema: uma dublada em 3D(*-*), a outra legendada e sem o 3D (:-( ).

Deixo claro aqui: filmes “normais” (romances, dramas, aventuras...) tem que ser legendados para vermos os sentimentos, o drama e o que realmente o ator está passando, mas animações tem que ser dubladas! Principalmente, porque há algumas expressões em inglês que às vezes não entendemos, e que na hora da piada (no caso de animação que é comédia) ficamos olhando um para a cara do outro sem entender nada! (claro, essa é a minha opinião, quem tiver outra nada contra!)

Mas tem outra: no caso da animação, ela é dublada em todo lugar: no país de origem e nos países que recebem o filme, mas um motivo!

Ok, vocês acabaram de presenciar um momento meu de revolta, mas isso se deve ao seguinte: morri de rir na versão dublada, AMEI o 3D, mas, na versão legendada (não sei se foi porque já sabia as piadas, mas acho que não) eu fiquei olhando para o filme com cara de paisagem e fiquei muito revoltada porque descobri que as vozes eram muito parecidas (menos a do Sid, que tinha um problema de dicção na versão legendada)! Diria que as vozes eram iguais em alguns momentos!

Tá, percebi que estamos com uma porrada de parágrafos, e ainda não falei a respeito da história do filme. Então, eu vou contá-la para vocês! (ok, sem coerência, mas acabei de perceber isso... rs)

Dessa vez o terceiro filme da série, mostra a gravidez de Ellie e o desespero de Manny paizão de primeira viagem. Vendo toda essa união, Diego sente que não faz mais parte da família e que deve procurar seu próprio bando, e acaba incentivando Sid a fazer o mesmo.

Porém, como Sid só faz merda (desculpa o uso desses termos aqui =D) ele acha três lindos ovinhos de dinossauro e os adota como filhos e a trama segue...
Em um dos trechos, somos apresentados ao hilário e personagem destaque do filme : o malucão Buck(s2), que realmente dá toda a graça! Destaque também para os sempre bons Crash e Eddie.

Agora, vamos a minha opinião...

Bem, como disse antes, sou fã da trilogia, mas acho que dessa vez os diretores pecaram em um ponto: o filme era pra ser das crianças, mas nesse ele foi dos adultos! As piadas eram adultas, as situações eram de adultos e acho que algumas piadas só os adultos e os adolescentes entenderiam. As crianças ficaram com cara de paisagem...

Outro ponto que eu acho que eles pecaram e muito, foi na escolha do trailer: onde já se viu colocarem um trecho inteiro do filme em um trailer???? Quem já havia visto, viu que a piada perdeu toda a graça!
Fora isso, eu gostei bastante dessa comédia, amei o novo relacionamento do esquilo Scrat e a forma que a paquera dele mostrava a superioridade das mulheres nos relacionamentos... rs Isso tudo em 3D!!!

Recomendo!!!!

Trecho destaque: Claro que é a música: “You’ll Never Find Another Love Like Mine” que dá um charme todo especial ao romance do esquilinho!

P.S.: Recebemos um selo do Cara Da Locadora, e vamos repassá-lo na próxima postagem, prometemos!

Agora sim terminou... Beijão!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia Internacional do Rock

Por: Amanda Lourenço

Sim, hoje é o Dia Internacional do Rock! Dia tão comum como qualquer outro dia do padeiro, do eletricista, da ioga...

Motivos para comemorar? Nem tantos...

Esse gênero tão pré-julgado nasceu como uma revolução, a maioria de suas bandas tinham revolução como sobrenome, lutavam contra o sistema e pouco se importavam com a opinião da imprensa.

Se pegarmos as bandas atuais, vemos que o gênero se tornou tão pré-fabricado pela mídia, que elas viraram imagens sem qualquer talento, que servem para aparecer de vez em quando em revistas adolescentes dando dicas de maquiagem, beleza, como manter o penteado ou como foi o primeiro beijo.

Sem falar das músicas que falam de amor, de amor, de amor... Ah, esqueci um: Amor! Sem qualquer outro tema ou qualquer diferença. Se botarmos Fresno, NX Zero, Forfun, Jonas Brothers um do lado do outro, juro que não saberei quem é quem e quais são as suas músicas! É tudo muito igual!

Em uma época em que os jovens tem tanto acesso a informação pela internet e podem baixar tanta coisa e conhecer tantas bandas boas, me pergunto o porquê de tanta massificação dessas bandinhas pré-fabricadas!
E o pior: esses apelos comerciais não fazem sucesso por mais de 5 anos e sabe o por quê? Já saíram de moda!

Aí virão mais uma banda com a mesma franja emo, com as mesmas músicas que falam de amor e com a mesma revista adolescente, que vem com pôster para botar na parede do quarto e sonhar em um dia casar com aquele viado!

No dia internacional do Rock, eu deixo registrada aqui a minha indignação com o tratamento que essas bandas estão dando ao Rock atualmente e quero que nessa data, todos ouçam e apóiem o rock do bom. Deixo também a minha profunda tristeza por ver que um gênero de revolução está se rendendo ao que a mídia pensa...

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Long Life Rock n’ Roll! Até a próxima!

P.S.: A guitarra da foto é minha! *-*

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A Primeira Noite de um Homem


Por: Amanda Lourenço

Fiquei um tempo pensando em como poderia começar esta resenha. Não que seja difícil para mim, mas esse é meu filme predileto! Queria passar tudo de bom que vi, através das minhas palavras e que isso despertasse a vontade de vê-lo.
Mas decidi começar da forma mais simples. Espero que gostem!(se não gostarem, por favor, não deixem de acompanhar o blog! Juro que melhoro! rs)

Vamos lá!

A Primeira Noite de um Homem conta a história de Benjamin Braddock (Dustin Hoffman), um jovem recém-formado, tímido e totalmente indeciso com seu futuro. Vivia sobre a proteção dos pais, obedecendo a tudo que eles que eles desejavam. A meu ver, os pais esperavam de Benjamin uma carreira brilhante e um futuro de sucesso, já que ele havia se formado com louvor, mas, isso fez com que se tornasse um rapaz inseguro, sem opinião e dependente.

Então, ele acaba sendo seduzido por uma amiga da família, a quarentona, Mrs. Robinson (Anne Bancroft) e mais tarde se apaixona pela encantadora Elaine Robinson (Katharine Ross), nada mais nada menos que a filha da amante. E o filme segue.
A belíssima trilha sonora de Simon & Garfunkel retrata os sentimentos de Benjamin, que mudam quando o passar do filme. Um exemplo disso é a própria música “The Sound of Silence” que mostra exatamente o que estava acontecendo com o personagem principal em relação às dúvidas, o fato dele não estar sendo ouvido pelos pais e todas as indecisões.

Outro ponto alto do filme é o jogo das câmeras, que dá um toque de mais beleza à obra. Parece que estamos lá, presenciando as cenas, como se fossemos personagens e isso dá um ar de mais “intimidade” com o filme.

O ponto negativo, como disse o Nespoli do blog O Cara da Locadora, é a legenda, que é MUITO ruim. E o destaque vai para a.... DUBLAGEM! Sim, eu também me surpreendi, mas a versão dublada é mais na íntegra que a própria legenda. (deixo claro aqui que odeio filme dublado, por conta da falsa emoção e tal, mas a tradução era praticamente perfeita!)

P.S.: Dustin Hoffman, na época com 30 anos, interpretou um rapaz com 21. Anne Bancroft tinha 36.

P.S.2: Quem viu, ou verá o filme, vai notar uma música que eu, particularmente, gosto muito da história, a Scaborough Fair. Vou contá-la rapidinho:

Scarborough Fair é uma canção folk medieval de autor desconhecido. A letra conta a história de um homem que foi abandonado pela mulher, o típico amor medieval. O cantor tenta explicá-la através de tarefas, que o amor requer que se façam coisas aparentemente impossíveis para ser verdadeiro. Três palavras repetem o tempo todo na música e cada uma tem um significado. Elas são ervas que tinham um sentido muito grande no muito medieval. São elas:

Parsley (Salsa)- Eu quero que você seja a mãe dos meus filhos
Sage (Salva) - Sou fiel
Rosemary (Alecrim) - Pense em mim
Thyme (Tomilho) – Eu sou seu

A citação dessas na música é uma forma de mostrar que ele ainda pensa nela, deseja que ela cumpra as tarefas impossíveis, que seja fiel, porque ele seria, para que, quando ela voltasse, possa ser o verdadeiro amor da vida dele.
(Quem viu o filme vai perceber como se encaixam perfeitamente.)

P.S.3: Mais nada a dizer... ASSISTAM!!! Só recomendo!

Trecho destaque
:"Ben: I'm just...
Mr. Braddock: ...worried?
Ben: Well...
Mr. Braddock: About what?
Ben: I guess about my future.
Mr. Braddock: What about it?
Ben: I don't know. I want it to be...
Mr. Braddock: ...to be what?
Ben: ...Different."

domingo, 5 de julho de 2009

A Night at the Opera (1975) Queen - A História


Por: Amanda Lourenço

Bem, tecnicamente, só a Ana falou de música! E como eu lido diretamente com esse meio, quis postar algumas curiosidades a respeito de uma de minhas bandas favoritas e que marcaram época, o Queen.
Neste post, contarei a história de um dos álbuns mais famosos do quarteto, a obra A Night at the Opera (1975).
A Night at the Opera surgiu como um álbum inovador e com muita mistura de estilos, desde o rock, pop indo até o folk tradicional. Com Roger Taylor na bateria, John Deacon no baixo, Brian May na guitarra e Freddie Mercury nos vocais, o álbum veio para mostrar a capacidade do Queen de inovar e de criar coisas novas, influenciados principalmente por bandas que costumavam fazer isso em seus discos, como os Beatles, por exemplo, em sua segunda fase (citaria álbuns como o Rubber Soul (1965), Revolver (1966), Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967) e Abbey Road (1969)).
O Queen voltava do sucesso de seu álbum anterior Sheer Heart Attack, no qual o single Killer Queen foi um sucesso mundial. Porém, havia um problema: estavam sem um tostão, e queriam saber o porquê disso.
Death on Two Legs (Dedicated to...) (Freddie Mercury): Freddie compôs essa música como uma forma de mostrar sua insatisfação com o produtor da banda. Ele achava o produtor era o responsável pela crise financeira que a banda estava passando e que não estavam pagando suficientemente bem os integrantes do Queen.
A banda ficou surpresa com a agressividade de Freddie na música, mas era isso que o vocalista queria mostrar, sem se importar com possíveis críticas.
Então, o problema foi resolvido: John Reid foi contratado como novo produtor.
Nessa música percebe-se toda a raiva e indignação de Freddie com uma melodia forte e que mostrava o que ele realmente estava sentindo. (repare na ironia do título).

“You suck my blood like a leech
Você sugou meu sangue como uma sanguessuga
You break the law and you breach
Desrespeita a lei e escapole,
Screw my brain till it hurts
Esquenta minha cabeça até ela doer
You've taken all my money and you want more…”
Já levou todo o meu dinheiro e ainda quer mais!

Lazing On a Sunday Afternoon (Freddie Mercury): O Queen sempre gostou de fazer inovações, de arriscar, o que era (e ainda é) um pouco perigoso no mundo da música mas, de certo modo, eles não tinham medo.
Lazing On a Sunday Afternoon é uma música inovadora, diferente. Para essa música eles queriam experimentar novos sons, novos efeitos... A voz de Freddie sairia como se fosse um Megafone, muito usado antigamente. Porém isso exigia certo trabalho dentro do estúdio: Freddie cantava, o console enviava aos microfones que estavam dentro de uma lata e esse som era o gravado.

“I go out to work on Monday morning
Eu saio para trabalhar na 2ª feira de manhã.
Tuesday I go off to honeymoon
3ª feira eu parto em lua-de-mel.
I'll be back again before it's time for sunnydown
Estarei de volta antes de escurecer,
I'll be lazing on a Sunday afternoon”
Estarei vadiando numa tarde de domingo !

I’m in Love with My Car (Roger Taylor): Quando Taylor entregou uma gravação tosca dessa música feita por ele, chegaram a pensar que ele estava brincando, mas I’m in Love with My Car tinha um quê diferente, que lembrava muito o rock n’ roll antigo.
A música conta a história de um carro e de alguém apaixonado por ele. Posso dizer que Roger se usou como inspiração, pois é apaixonado por carros, ditos na música como “Amigos de quatro rodas”.

“Told my girl I’ll have to forget her
Disse a minha garota que terei que esquecê-la
Rather buy me a new carburetor
Prefiro comprar um novo carburador
So she made tracks sayin’
Então ela saiu dizendo
This is the end now
Que isso já era o fim
Cars don’t talk back
Carros não respondem de volta
They’re just four wheeled friends now”
Eles são apenas amigos de quatro rodas

You’re My Best Friend (John Deacon): Deacon sempre foi um homem muito calado e tímido. Todos o incentivavam a compor, principalmente Freddie. Nessa música, ele saiu do silêncio e escreveu esse simples pop com melodia agradável e uma bela letra, aonde a fonte de inspiração não se sabe ao certo, mas tudo indica que foi feita para a sua esposa.

“I've been with you such a long time
Eu estou com você há tanto tempo.
You're my sunshine and I want you to know
Você é o meu sol, e eu quero que você saiba
That my feelings are true
Que meus sentimentos são verdadeiros,
I really love you
Eu realmente te amo.
Oh you're my best friend”
Oh, você é a minha melhor amiga.

‘39 (Brain May): Naquela época ter uma música como single significaria que seria ouvida de uma forma mais extensa e, de certa forma, marcaria a vida das pessoas como uma espécie de trilha sonora. Uma das maiores tristezas de Brian foi '39 não ter se tornado um single.
A música conta a história de um homem que estava indo embora em uma nave espacial para conhecer outros mundos no espaço, e com o efeito do relativismo conseguia se mover na mesma velocidade que a luz (só para constar, Brian é físico formado). No meio da música há uma parte vocal que retrata a jornada no espaço.
O viajante retorna pensando que se passou apenas um ano, mas na verdade passaram-se 100.
(uma informação extra: No show do Queen + Paul Rodgers aqui no Rio, e que eu fui, a platéia cantou de uma forma inesperada, até para a própria banda, a música ‘39, como se fosse um single - Acho que o sonho de Brian se tornou realidade...)

“In the year of '39 came a ship in from the blue
No ano de trinta e nove veio um navio do azul
The volunteers came home that day
Os voluntários chegaram em casa naquele dia
And they bring good news of a world so newly born
E trouxeram boas notícias de um mundo recém nascido
Though their hearts so heavily weigh
Embora seus corações estivessem tão pesados
For the earth is old and grey, little darlin’, we'll away
P
ois a terra está velha e cinza, querida, nós vamos embora
But my love this cannot be
Mas meu amor, isso não pode ser!
For so many years have gone though I'm older but a year
Oh tantos anos se passaram embora eu esteja mais velho que um ano
Your mother's eyes, from your eyes, cry to me”
Os olhos de suas mães choram por mim

Sweet Lady (Brian May): Sweet Lady foi feita em compasso ¾, muito utilizado em valsas e pouco comum em rock n' roll.
Nessa música, Brian quis falar sobre os relacionamentos que viveu (provavelmente, não foram boas experiências) e também sobre o relacionamentos de pessoas ao seu redor.

“You call me up and treat me like a dog
Você me telefona e me trata feito cachorro
You call me up and tear me up inside
Você me telefona e me trucida por dentro
You've got me on a lead
Você me tem na coleira
Ooh you bring me down you shout around
Ooh você me arrasa, você grita comigo
You don't believe that I'm alone
Você não me deixa sossegado
Ooh you don't believe me”
Ooh você não acredita em mim

Seaside Rendezvous (Freddie Mercury): Uma das características de Freddie era a teatralidade, a capacidade de mostrar emoções...
Em uma certa tarde de domingo, Freddie e Roger estavam “brincando” na casa do primeiro: Taylor batia os dedos em uma mesa de metal e Mercury fazia os sopros, daí nasceu a Seaside Rendezvous, que mistura uma teatralidade com algo bastante criativo.

“Seaside whenever you stroll along with me
A beira mar não importa quando passeias comigo
I'm merely contemplating what you feel inside
Estou meramente contemplando o que você sente por dentro
Meanwhile I ask you to be my Clementine
Enquanto isso eu lhe peço que sejas minha Clementina
You say you will if you could but you can't
Você diz que irá se puder, mas você não pode
I love you madly
Eu te amo loucamente
Let my imagination run away with you gladly
Deixo minha imaginação fugir com você alegremente
A brand new angle highly commendable
Um novo ponto de vista altamente recomendável
Seaside rendezvous”
Encontro à beira-mar

The Prophet’s Song (Brian May): Certa noite, Brian teve um sonho estranho sobre um profeta e com uma melodia que ficou em sua cabeça: “Oh, people of the earth!”.
No início a música iria se chamar People of the Earth, mas tarde o nome foi mudado.
A música começa com um sopro, que na verdade, se trata do ar-condicionado do estúdio com um microfone preso. Mas ou menos no meio da música até o final há um efeito de atraso (delay), em que a voz e os instrumentos parecem ser repetidos como um eco, o que dá maior grandeza à música.
Pode-se notar também uma grande influência da música japonesa.

“I dreamed I saw on a moonlit stair
Eu sonhei que vi numa escada enluarada
Spreading his hand to the multitude there
Esticando sua mão para a multidão ali presente
A man who cried for a love gone stale
Um homem que clamava por um amor perdido
And ice cold hearts of charity bare
Um coração frio desprovido de caridade
I watched as fear took the old man's gaze
Eu observava enquanto medo tomava o olhar do ancião
Hopes of the young in troubled graves
A esperança dos jovens em túmulos desassossegados
'I see no day' I heard him say
Não vejo nenhum dia' eu o ouvi dizer
So grey is the face of every mortal”
Tão cinzento é o rosto de cada mortal

Love of My Live (Freddie Mercury): Freddie era um homem muito romântico e gostava de escrever sobre coisas que aconteciam com ele. Um desses exemplos é Love of My Live.
Essa música foi escrita para a ex-esposa de Mercury, Mary Austin a quem ele amou muito e que se tornou uma de suas melhores amigas até a morte. Com uma harmonia e vocais maravilhosos e com uma bela letra, dá para se ver o tamanho do amor e que, realmente, ela era o amor de sua vida.
Curiosidade: Nos shows, Brian canta essa música para Freddie, como forma de trazê-lo de volta para ele e para o público. (No show aqui no Rio (2008), a platéia repetiu o feito do Rock in Rio 1985, trazendo a banda às lágrimas. Eu não me contive e comecei a chorar também!).

“When I grow older
Quando eu envelhecer,
I will be there at your side to remind you
Eu estarei ao seu lado para lembrar-lhe
How I still love you I still love you”
Como eu ainda te amo, eu ainda te amo

Good Company (Brian May): Nessa música foi utilizado um Ukelele-Banjo, pertencente ao pai de May (inspiração para a música).
Foi no Ukelele-Banjo que Brian aprendeu os primeiros acordes, onde adaptou para a guitarra.
Essa música teve grande influência das bandas de Jazz. Para imitar os efeitos de trombones, trompetes e outros instrumentos foram feitas várias gravações separadas de guitarra, aliás essa é uma das técnicas que viraram marca registrada de May.

“Take good care of what you've got
Cuide bem daquilo que tens
My father said to me
Meu pai sempre me dizia
As he puffed his pipe and baby B
Enquanto fumava seu cachimbo e o bebê B
He dandled on his knee
Ele o embalava no colo
Don't fool with fools who'll turn away
Não vá se meter com os tolos que irão se afastar de ti
Keep all good company oohoo oohoo
Mantenha as boas companhias
Take care of those you call your own and keep good company”
Cuide bem daqueles que você chama de seus e mantenha as boas companhias


Bohemian Rhapsody (Freddie Mercury): Antigamente (indo até os dias de hoje), um single não podia passar de três minutos, se passasse, poderia parecer que o DJ tinha ido ao banheiro e esquecido de voltar. Então, arriscar pôr uma música como Bohemian Rhapsody era um sinal de ousadia, e ousadia era a palavra que traduzia essa obra prima composta por Mercury.
Acho que essa faixa é o ponto alto do disco: essa mistura de ritmos, a letra forte e a emoção... Perfeita!!!
A interpretação dessa música pela letra, não é uma coisa muito fácil de fazer, pois no final os sentidos não se unem, mas após a morte de Freddie dá para fazer uma interpretação: a música poderia contar a história de como era ser um gay, que queria ser tratado de forma igual e que quer ser livre indo para qualquer lugar em que o vento sopre. Claro, que talvez essa não seja a real inspiração. A única forma de saber seria perguntando ao próprio Freddie, que infelizmente não está mais entre nós.

“Nothing really matters,
Nada realmente importa
Anyone can see,
Qualquer um pode ver
Nothing really matters,
Nada realmente importa
Nothing really matters to me.
Nada realmente importa pra mim
Any way the wind blows.”
E de qualquer forma o vento sopra...

God Save the Queen (Brain May): O Hino Nacional Britânico serviu como uma guia para essa música instrumental e que foi gravada para ser o adeus do disco e que se tornou o adeus dos shows.

P.S.:
A HISTÓRIA DO NOME DO ÁLBUM:
Sempre achei que A Night at the Opera tinha esse nome por causa de Bohemian Rhapsody, porque tem um quê operística e tal, e não estava totalmente errada, mas tem mais história.
O nome vem de um filme dos Irmãos Marx, que foi assistido pelos integrantes do conjunto. Na hora que o viram, Roger Taylor e Freddie Mercury se entreolharam e pareciam pensar a mesma coisa: “-That’s a good name!”, pois estavam pensando em um nome que lembrasse algo lírico, como feito em Bohemian, e ficou esse.
Curiosidade: Alguém marcou um almoço com Groucho Marx e foram Brian, Roger e Freddie (John ficou com medo). Lá, durante o almoço, apareceu uma pianista que começou a tocar algumas músicas. De repente, Groucho, parou e disse para eles tocarem, já que eram músicos.
Eles disseram que não poderiam, pois não haviam trazido nenhum instrumento. Aí, surge uma guitarra espanhola antiga, e eles tocaram a ‘39 para um dos Irmãos Marx.

Até a próxima! E como adeus, GOD SAVE THE QUEEN
!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Marcelo Camelo: Sou/Nós

Por: Ana Carolina Maia
Aqui nesse post, eu finalmente evidencio minha devoção por Marcelo Camelo, e minha opinião sobre o álbum solo dele, Sou/Nós, algo que queria ter engatado há algum tempo.

Acontece que muita gente pode pensar que a Los Hermanos terminou de forma hostil, desses divórcios que deixa mágoa e rancor e é de partir o coração dos fãs. Não foi bem isso que aconteceu nesse caso. O caso foi que ambos Marcelo e Rodrigo Amarante possuíam projetos paralelos à banda, e em algum momento foi difícil de coincidi-los e acabaram entrando em hiato, por tempo indeterminado. Ah, há males que vem para o bem, né. O sucesso eminente tanto de Marcelo quanto de Rodrigo - na Little Joy, com o ex-Strokes Fabrizio Moretti e Binki Shapiro - é prova disso.

Então Marcelo vem honesto nesse álbum, tipo mais confortável consigo mesmo, pra compôr e tocar com mais liberdade do que nos tempos de banda. Canções de letras curtas, bem à vontade no violão e com melodias inovadoras. É muito instrospectivo, do tipo que faz reflexões filosóficas existenciais, como em "Doce Solidão". A voz de Marcelo sái aveludada tipo bossa mesmo, pra mim a maior referência desse cd. "Janta" é uma música linda, e como outras do álbum, compostas de corpo e alma, inspiração do tipo que se reflete quando você ouve. Devo admitir que não é um álbum que se ouve e você já tem uma opinião formada, muito menos para ouvidos amadores.

Faixas recomendadas: Doce Solidão, Menina Bordada, Mais Tarde, Copacabana (que traz bem um sentimento no mínimo orgulhoso do carioca) e Janta.

A Hard Day's Night


Estava eu, calma e tranqüila lendo quais filmes iam passar na TV, quando vi com uma agradável surpresa, que o filme do Corujão da Globo ia ser da minha banda tão amada: The Beatles.

Claro, que não foi tão agradável saber o horário (03:50 da manhã). E pior ainda saber que os outros filmes que vinham antes eram PÉSSIMOS (sim, ruins igual ao filme "A Lagoa Azul" que, aliás quase nunca passa na TV...). Que luta!!!

Mas toda a espera valeu a pena.

O filme conta a história dos integrantes da banda: John, Paul, George e Ringo, no auge da Beatlemania. Além da rotina corrida, a histeria das fãs, essa deliciosa comédia conta ainda com clipes de famosas músicas de uma das melhores bandas que já existiram, como: "She Loves You", "If I Fell", "I'm Happy Just to Dance With You", "A Hard Day's Night" e tantas outras, pois afinal fizeram um CD de mesmo nome com a trilha sonora do filme.

Minha sessão de cinema noturna acabou mais ou menos as 6 horas da manhã... Ainda bem que estava de férias, mas acordei duas horas depois HORRÍVEL.

Mas, como disse anteriormente, valeu a pena. Porque os Beatles sempre valem a pena...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Grease - Nos Tempos da Brilhantina



Por: Amanda Lourenço

Desde pequena ouvi falar muito de Grease. A cena clássica de Olivia Newton-John e John Travolta dançando e cantando “Summer Nights”, sempre me causava certa curiosidade.

Então fui assistir.

A história do filme, baseado em um musical da Broadway, se passa nos anos 50, a década do rock n’ roll aonde os jovens seguiam um estilo bem “rebelde”. A Califórnia é cenário para o encontro da doce Sandy (Olivia) e do popular Danny (Travolta), dois jovens que se apaixonam e trocam juras de amor. Mas, a felicidade aparentemente duraria pouco, pois ela teria que voltar para a Austrália.

Porém isso não aconteceu e, por coincidência, Sandy acaba se matriculando no mesmo colégio que o amado. Lá, como em toda típica escola americana, existem dois grupos: os T-birds e as Pink Ladies. Os T-birds eram o grupo de Danny, que acaba reencontrando a personagem de Olivia, mas a ignora para manter sua “imagem”, fazendo com que o relacionamento não ficasse como antes.

Basicamente é isso.

Sei lá, se é para mostrar minha opinião a respeito do filme, diria que não gostei... Achei a história fraquinha, chegando ao ponto de ser boba.
Do nada eles brigam e depois voltam, aí brigam e aí voltam... Me decepcionei!

Só vale pelas músicas, que já viraram clássicos, fora isso...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Rock in Rio de volta ao Brasil!


Por: Amanda Lourenço

Soube de uma notícia hoje que me deixou muito alegre! O Rock in Rio deve voltar para o Brasil em 2011!

Depois de 8 anos longe de solo brasileiro e após uma temporada européia, que ganhou edições em Lisboa (2004, 2006 e 2008) e Madrid (2008), finalmente, o festival vai voltar três anos antes do planejado por Roberto Medina, idealizador do evento.
O Rock in Rio seria em 2014 (ano da copa), mas a Prefeitura teria pedido para ser realizado antes justamente por causa dos jogos.

Se o evento acontecer, serão três noites para o pop rock, uma para o metal (L) e uma para o indie.

As duas últimas edições do Rock in Rio no Rio foram em 1985, 1991 e 2001
Além de Brasil, Portugal e Espanha, o evento negocia a entrada em outros países, como China e Polônia, até 2014.

Fonte: Rolling Stone

P.S.:Estou muito feliz que o Rock in Rio vai voltar! Eu não fui em 2001 (porque tinha pouca idade), mas estou ansiosa para esse. \m/

P.S.2.:Eu fico muito revoltada, porque um festival com a marca Rock in Rio, acontece mais em outros país do que no Brasil. O que é Rock in Rio Lisboa? Acho que se o evento acontecesse só no Rio, iria divulgar a cidade e aumentaria o número de turistas, mas, nem tudo é perfeito...

P.S.3:Tomara que toquem bandas e cantores bons, nada de Xuxa , Sandy & Junior ou Britney Spears!
Já estou até imaginando:
“Rock in Rio festival com o axé mais rock n’ roll do Chiclete com Banana, o ritmo contagiante do Calypso , o metal brasileiro do Fresno, a qualidade musical de Mc Créu e Mulher Melancia e como atrações principais: NX Zero e o rock pesadíssimo dos Jonas Brothers!”
Sério, estou com M-E-D-O!

P.S.4: Desculpem pela postagem não tão boa... É que eu estava tão animada que não tive muita criatividade ao postar... :D

Até a próxima!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Jogos Mortais IV

Por: Amanda Lourenço

Tenho PAVOR de filmes de terror... NUNCA havia assistido há algum filme desse gênero (só um, mas não era tão assustador assim, dava até sono. Só pretendo assistir à clássicos...). Então dá para se imaginar a luta que foi para aceitar o convite de assistir no cinema "Jogos Mortais 4"... Mas, como os outros filmes da sessão não me pareciam bons, então lá fui eu assistir.

Na verdade, eu e uma amiga (que, aliás, não vejo há algum tempo) fomos assistir à “Superbad – É Hoje!”, só que com 10 minutos de filme, decidimos sair. Nunca verão comentários positivos meus a respeito desse filme. Acho que só os homens gostam desse tipo de obra cinematográfica puramente masculina e grosseira (juro, se um namorado meu quiser ver “Superbad”, vai ter que achar outra companhia, porque eu não assisto nem amarrada). Revolta!

Ok, voltando à Jogos Mortais....

Perdi o começo do filme, por isso não sei o que aconteceu, vou começar essa resenha falando a partir da parte que vi.
Como disse anteriormente, NUNCA havia assistido a filmes de terror, então não havia visto aos outros filmes da série "Jogos Mortais", e por isso entrei meio que de pára-quedas no filme, sem entender nada. Minha amiga foi quem me explicou rapidamente a história e deu para compreender um pouquinho do filme.

"Jogos Mortais 4", contou porquê o psicopata Jigsaw (Tobin Bell) passou a matar e torturar todo mundo. O filme tem como jogador o policial Ringg (Lyriq Bent), que fica responsável por entrar no jogo, após dois policiais terem sidos capturados pelo psicopata.
Desta vez, ele teria que juntar os temas dados pelo "dono" do jogo, no qual ele recebe vários testes, para enfim chegar aos policiais. Porém, os testes eram de pessoas que estavam em armadilhas que iriam matá-las. Essas vítimas faziam muito mal à outras pessoas e juntando o quebra-cabeça, o policial deveria decidir se as salvaria ou não... O filme é mais ou menos isso...

Passei quase duas horas vendo cenas que abalam o emocional de qualquer um, para no final ter a decepção ao dizerem que os jogos estavam apenas começando(?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!), que tortura!!! (Sem querer acabei estragando o final, mas como lançou mais Jogos Mortais, já dava para imaginar, né?! rs)

Como disse antes, não gosto desse estilo de filme, quem gosta, não deve se arrepender...

Frase destaque do filme: "- Os jogos estão apenas começando..."
(não resisti... rs)

P.S.: Para não parecer que eu gostava de qualquer filme que vejo, decidi botar esse... rs
Beijos! Até a próxima!

domingo, 28 de junho de 2009

Operação Valquíria


Por: Amanda Lourenço

Semana de carnaval: nada para fazer. Sim, porque eu não gosto de sair para curtir a festa, então, a solução foi... Ir ao cinema.
Escolhido o programa, só faltava escolher o filme, e o escolhido foi o tão comentado Operação Valquíria.
Bem, os comentários a respeito do filme não eram muito positivos, mas decidi vê-lo mesmo assim.
Por se tratar de um fato que aconteceu, irei falar um pouco da questão histórica e tentarei uní-la com o filme.
Let’s go!
É muito leviano afirmar que todos os que viviam na Alemanha eram nazistas. Desde que Hitler assumiu o poder, vários grupos questionaram a ideologia que o povo “dominante” deveria ser a “raça” ariana. O filme conta justamente a história de um dos planos mais famosos para matar o Führer e tomar o governo alemão, a Operação Valquíria.
Para falar da Operação Valquíria, devemos citar o coronel Claus von Stauffenberg (Tom Cruise). Dizia-se dele que se destacava diante dos superiores pelo talento para a organização militar e logística, e rapidamente galgou postos. No início de 1943, decide voltar para a Alemanha após sair gravemente ferido de um atentado em plena Segunda Guerra mundial, no qual perdeu um olho, a mão direita e dois dedos da esquerda. Apesar das mutilações, foi nomeado Chefe do Estado Maior na Base Central das Forças Armadas, no outono de 1943.
Ele e um grupo de governantes se reúnem com um plano em mente: matar Adolf Hitler. O objetivo do grupo é pôr em prática a Operação Valquíria, um plano já existente que prevê a implementação de um governo que conduza a Alemanha após a morte de seu líder.
E o resto, só vendo o filme para saber.

Apesar das críticas negativas, devo dizer que gostei MUITO do filme, não só por abordar um tema que gera interesse de todos, mas pela sensibilidade ao abordá-lo.
Os atores são excelentes, (aliás, o filme possui muitos atores de Piratas do Caribe), amei as imagens do filme e a trilha sonora é muito boa!
Vale a pena ver!

Frase destaque do filme: “- Olhe bem nos olhos deles, eles nunca esquecerão de você.”

P.S.: A música predileta de Hitler era “A Marcha das Valquírias” de Wagner, por isso o nome da operação era Operação Valquíria.
P.S.2: Führer em alemão, significa “condutor”, “guia”, “líder” ou “chefe”. Deriva do verbo führen (“para conduzir”). Embora a palavra ainda permaneça no vocabulário coloquial alemão, ela se tornou uma expressão tradicionalmente associada à Adolf Hitler, pois ele a usou para se designar líder da Alemanha.
P.S.3: Hitler é uma das figuras mais inteligentes da história mundial: ele conseguiu influenciar toda uma nação apenas com o dom da palavra.
Para mim, Hitler é um fdp (fandangos de presunto rs), mas tenho que admitir que ele é um gênio.
P.S.4.: Operação Valquíria é a refilmagem de um outro filme, de mesmo nome que fora feito para a TV alemã em 2004.

Bem, por enquanto é só. Até a próxima!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Beirut

Por: Ana Carolina Maia

Beirut é uma banda indie de folk/world music liderada por Zach Condon. O primeiro cd da banda veio com colaboração de Jeremy Barnes e Heather Trost, da banda A Hawk And A Hacksaw, de gênero musical parecido. O álbum de estreia, Gulag Orkestar (2006) tem notas de ukulele e trompete, instrumentos que Zach toca. A banda ainda conta com violino, violoncelo, acordeão, piano, tamborim, glockenspiel (de percussão, parece um xilofone) e outros. As músicas, basicamente intrumentais, trazem o diferencial de características da música cigana proveniente da região dos Bálcãs, de onde Zach teria tirado toda sua inspiração para este primeiro álbum.

O mais interessante de cada música do Beirut é que em cada uma delas você cria uma cena tipo de teatro na sua cabeça, enquanto vai escutando. As melodias de cada faixa são bem diferentes umas das outras, e é bem óbvio de onde vem a inspiração delas. Faixas intituladas Venice e Postcards From Italy, Cherbourg e Nantes (França), Brandenburg e Prenzlauer Burg (Alemanha) deixam bem clara a influência da viagem de Zach Condon aos 16 pela Europa.
Fica a minha recomendação, ouçam Beirut ;)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Morre aos 50 anos, o rei do pop, Michael Jackson


Por: Amanda Lourenço

Agora é oficial: Morreu Michael Jackson aos 50 anos, vítima de uma parada cardíaca. Ele teria ido de ambulância para o hospital e lá sido reanimado sem sucesso. Ele morreu deixando 3 filhos.

Michael Jackson era um furacão: cantor e dançarino, bateu recordes, criou moda com suas músicas contagiantes, seus passes de dança, mas sobretudo, com sua belíssima voz.

Na vida pessoal, porém, deixava um pouco a desejar: cheio de polêmicas, foi acusado de ter abusado sexualmente de crianças, além de ter clareado a pele e afinado o nariz.
Sua infância foi marcada pelo sucesso no grupo The Jacksons 5 e pelas agressões que sofria do pai.
Em Julho faria uma turnê mundial com 50 shows depois de um tempo fora dos palcos.
Sucessos como a recordista Thriller, Bad, Beat it entre tantas outras ficarão guardadas para sempre.

THE KING!

P.S.:Nossa, Michael Jackson era a última pessoa do meio artístico que eu imaginava que iria morrer tão cedo... Estou chocada até agora!

Ah, por último, mas não menos importante, Farrah Fawcett famosa pelo papel de Jill no antigo seriado As panteras morreu aos 62 anos, vítima de um câncer de intestino.

Duas grandes perdas.

A Mulher Invisível


Por: Amanda Lourenço

Sabe, tenho alguns receios sobre a temática de alguns filmes nacionais... Acho que fiquei traumatizada com alguns e desde então tive “medo” de assistir a certos filmes. Isso aconteceu com a história de Mulher Invisível.
Sei lá, um homem que se apaixonava por uma mulher que não existia... Não me causava boa impressão. Mas me surpreendi!
Como disse, o filme conta a história de Pedro (interpretado pelo excelente, maravilhoso e bonitão Selton Mello) que vive uma crise em seu casamento com Marina (Maria Luísa Mendonça). Enquanto isso é observado por Vitória (Maria Manoella), que ouve tudo através da parede. Após ser largado pela esposa se apaixona por Amanda, minha xará (Luana Piovani ) que bate a sua porta, vestindo uma roupa sensual e querendo uma xícara de açúcar, porém, ela é nada mais nada menos que uma mulher invisível.
Destaque para as atuações de Vladimir Brichta e Fernanda Torres, claro,sem contar com o perfeito Selton Mello. Já Luana Piovani, acho que não é uma excelente atriz, mas fez bem o seu papel que, aliás, combinava muito com ela; esse estilo de mulherão tipo modelo.
Com certeza garante várias risadas! Recomendo!
Trecho destaque:"-Toma, é canja de galinha.
-É de quê?
-De galinha..."

O Leitor


Por: Amanda Lourenço

“O Leitor” começa em flashback no verão de 1958. De cara, somos apresentados a Michael Berg (David Kross e Ralph Fiennes) um estudante de 15 anos, que após passar mal, é socorrido por Hanna Schmitz (Kate Winslet, ganhadora do Oscar por essa interpretação), uma mulher com 36 anos, fria, bonita que trabalha em um trem.
A partir daí os dois começam a se envolver e a terem um “caso”, porém, com um diferencial: antes de cada relação ele lia um trecho para ela de clássicos literários como The Odyssey, Huckleberry Finn, The Lady with the Little Dog, War and Peace....
E aí a história se desenrola até sermos apresentados a vários segredos que eu não vou falar aqui; tem que assistir para saber.
Devo confessar que é difícil um filme mexer tanto comigo, mas com certeza, esse me fez sair da sala de cinema pensativa. Não é que eu seja muito emotiva, na verdade sou, mas em certos momentos é difícil até conter as lágrimas...
Belíssimo filme! Recomendo!
Frase destaque:"-Tell Michael I said hello."

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Como perder um homem em 10 dias


Por: Amanda Lourenço

Primeira postagem e fui escolher um filme antigão, mas, é só para mostrar qual será o perfil das postagens...

Não esperava muito desse filme quando fui assistir. Pensei que fosse mais um clichê americano em que o bonitão da história faz uma aposta para conquistar uma mulher feia, e no final tudo acaba bem, feliz e ela se transforma em uma musa. E não estava totalmente errada, mas ”Como perder um homem em dez dias” tem algo que o diferencia dos outros.

A história é a seguinte: Andie Anderson (Kate Hudson) é uma jornalista de revistas femininas que tem que fazer uma matéria contando como perder um homem em 10 dias.
Ben Barry (o bonitão, Matthew McConaughey) é um publicitário que quer entrar em uma campanha de diamantes. Para isso, ele aposta com seu chefe que consegue conquistar uma mulher em menos de 10 dias.
Os dois acabam se encontrando em um bar e escolhem um ao outro como alvo.
Destaque para algumas cenas “constrangedoras” que Andie faz seu novo par passar...

É justamente é isso que o diferencia dos outros, pois em um universo de filmes em que o homem faz as apostas, nesse, a mulher faz a mesma coisa que os homens fazem em quase todos os filmes do gênero de comédia romântica.

É a vingança feminina!
Vale a pena ver, é uma ótima comédia...

P.S.: As outras postagens serão melhores, prometo!